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Vem bater um papo com o autor Thiago Barrozo.


Thiago Barrozo nasceu em São Paulo, em 1986. É escritor e jornalista com publicações em diversos veículos nacionais e internacionais, incluindo Financial Times, Forbes, Mergermarket, O Globo, BandNews e Revista Brasileiros. Siga o Thiago no Instagram :)




Veja agora a entrevista completa com nosso querido autor de "O homem que explodiu o presidente" Thiago estará na bienal do RJ dias 7 e 9 de setembro.

1. De onde surgiu a ideia para " O Homem que Explodiu o Presidente"?

Foram duas ideias que alimentaram a criação do livro. A primeira veio de uma reflexão sobre o aumento de atentados contra políticos: Shinzo Abe (ex-primeiro-ministro do Japão), Jovenel Moïse (presidente do Haiti), Cristina Kirchner (vice-presidente da Argentina), e etc. A segunda veio de um devaneio sobre o consumismo desenfreado dos dias atuais. A intenção foi desenvolver uma trama que juntasse estas duas pontas. É por isso que Otelo, o protagonista do livro, utiliza o prêmio da Mega-Sena pra se vingar do Presidente da República ao invés de comprar um iate ou um carro conversível.


2. Conta um pouco sobre sua história como autor: como tudo começou?

Da maneira mais despretensiosa possível. Comecei escrevendo pra mim mesmo, sem grandes ambições. Anotava tudo num caderninho puído que guardo à sete chaves. Tudo mesmo: reflexões filosóficas, curiosidades sobre algo que li, ou ideias que poderiam ser aproveitadas numa história. Quando vi que o meu texto estava ganhando corpo e amadurecendo, me aventurei a escrever alguns contos e mostrá-los a algumas pessoas (leia-se: minha esposa e um grupo seleto de amigos). Foi um processo lento. A escrita pede calma. Calma e perseverança.


3. O que te fez inscrever o livro para o prêmio de melhor roteiro do ECOS?

Minha esposa e dois grandes amigos. Eles são os culpados. A verdade é que eu nunca me achei preparado pra disputar um prêmio. Meu objetivo era aproveitar o evento de premiação pra tietar a Vera Carvalho Assumpção e o Tito Prates, dois belíssimos escritores que estavam concorrendo em categorias distintas. Quiseram os deuses que eu saísse de lá com novos amigos e um troféu embaixo do braço.


4. Por que escolheu a Flyve como sua casa editorial?

A Flyve tem um compromisso com a democratização do acesso à publicação que é de tirar o chapéu. Foi isso o que me fisgou. Quando conferi a qualidade gráfica dos seus livros, a vontade de fazer parte do time do Flyvinho aumentou ainda mais.


5. Como está sendo a repercussão do prêmio? O que as pessoas estão comentando? Acredita que impulsionou a sua carreira? Como?

Um prêmio sempre gera burburinho e desperta curiosidade. Tenho aproveitado o momento para fortalecer a divulgação do livro e desenvolver parcerias com bookgrammers e organizadores de eventos literários. Um dos pontos altos do prêmio foi que ele levou diversos leitores a embarcarem no mundo da literatura policial pela primeira vez. Tenho ouvido depoimentos de pessoas que nunca haviam se aventurado por este gênero e, agora, se tornaram fãs de carteirinha. A literatura é incrível. Ela te desperta pra mundos até então desconhecidos.


6. Qual o seu maior sonho como escritor?

Escrever bem até os cinquenta anos. Tenho 13 pela frente.


7. E quais são as dificuldades como escritor?

São inúmeras. Talvez duas das principais sejam autoconfiança e disciplina. É muito fácil se amedrontar e ficar com medo de passar vergonha. Escrever é se expor. É por isso que chega um momento em que todo escritor precisa decidir se o texto dele é para o mundo ou não. Se for, bom, é melhor estar preparado para as críticas. Aliás, uma crítica bem formulada é mil vezes melhor que uma bajulação vazia. Quanto à disciplina, sem ela o escritor é incapaz de avançar além dos primeiros capítulos.


8. Há algum livro novo sendo feito? Pode dar spoiler?

Sim. Tenho um romance policial que está decantando neste exato momento. Minha ideia é começar a revisão dele em julho. Se o tema central de “O Homem que Explodiu o Presidente” gira em torno do desejo de vingança, este novo romance trabalha muito a questão da lealdade. Lealdade entre amigos, entre casais, entre você mesmo e a sua consciência. O que leva alguém a romper este contrato social?


9. Por que os leitores deveriam ler " O Homem que Explodiu o Presidente"?

Os leitores devem ler. Se não for “O Homem que Explodiu o Presidente”, que seja outro livro. Tenho vários autores para indicar: Rubem Fonseca, Ana Paula Maia, Marçal Aquino... Precisamos de mais gente lendo. Não há caminho para o progresso sem o incentivo à leitura e à educação.


10. Você ganhou o prêmio de melhor roteiro. Como foi o processo de escrita do livro? Quais técnicas usou para criar o enredo e seus personagens?

Acredito muito que a força de um livro se concentra em alguns pilares. Dois deles são: uma trama bem articulada e personagens tridimensionais. Uma trama precisa de conflito para ser consistente. O ideal é que existam um conflito externo, que movimenta a história adiante, e um conflito pessoal, que baliza as decisões do protagonista. Quanto aos personagens, é fundamental que eles parecem reais. O tipo de pessoa com quem você cruzaria na fila da padaria ou trocaria meia dúzia de palavras na sala de espera do dentista. Estas dicas podem ser aplicadas em qualquer gênero literário desde que respeitando suas peculiaridades, claro.


11. Queremos conhecer você: fala um pouco sobre quem você é para além do escritor?

Bom, eu nasci em São Paulo no dia 19 de março de 1986 – o que faz de mim um paulistano pisciano (ainda que não seja adepto a horóscopos e desconheça meu ascendente). Trabalho há quase vinte anos como jornalista, cobrindo, principalmente, política e economia. Busco dedicar ao menos uma hora do meu dia à literatura de ficção e não empresto meus livros pra ninguém. Nem pra minha esposa. Mas é só isso. Sou um egoísta seletivo. Juro que não mordo...


12. Deixa aqui um convite para as pessoas lerem seu livro e lhe seguirem nas redes sociais.

Quem quiser conversar sobre literatura e compartilhar a paixão por livros, é só me enviar uma mensagem. Meu perfil no Instagram é @dothiagobarrozo. É trocando ideias e conhecimento que nos tornamos mais fortes. Muito obrigado pela excelente entrevista!



Um ex-professor, ex-alcoólatra, ex-pai de família.

Um homem atormentado pelo passado encontra num bilhete de loteria premiado a oportunidade de vingança que sempre almejou. Seu algoz? Ninguém menos que o Presidente da República.

Uma jornada arriscada onde uma prostituta suicida, um amigo sem memória, um advogado assassino e um traficante vaidoso embaralham os conceitos de certo e errado; onde a morte não é a última das consequências, mas, sim, o início de um longo caminho.

Afinal, como bem disse Shakespeare, é a tentativa, e não o ato, o que nos aniquila. Vem adquirir seu exemplar clicando aqui


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