• Braian Avilla

Escrevi um livro e não fiquei rico. O que faço agora?


Escreva mais! Sim, já adianto de antemão que essa é a resposta da pergunta título deste texto. Afinal, se tu conseguiste escrever um livro, que mal fará se propor a escrever mais?! Pra mim foi o início de uma carreira que nem imaginei que teria. Embora já tenha trabalhado como redator de agência de publicidade e propaganda por dois anos, não imaginei que depois de escrever meu primeiro livro meus horizontes se expandiriam para começar a viver de meus textos. Mas, sim, é isso tem pago minhas contas desde então. Pois, além de ser uma profissão, tornou-se meu propósito. Pois então vamos começar com as desmitificações, okay?

Quem lança um livro não ganha rios de dinheiro

Pois é. Isso só acontece, primeiramente, com quem atende a uma editora grande e tenha uma ideia boa o suficiente para que esta lhe remunere com o tanto quanto acredita que esta ideia se vende. Ou, isso ocorre quando tu te tornas um fenômeno repentino, cito aqui Paulo Coelho e J K Rolling, e teus livros são vendidos em vários países e traduzidos para diversas línguas. Aí sim o escritor tirou a sorte grande e vira milionário. Mas voltemos ao que nós, escritores iniciantes, podemos fazer para ganhar uma grana de nossa arte e sermos remunerados por escrever.

Mas como fazer dinheiro, então?

A gente pode fazer a escrita render o pagamento de alguns boletos, ou até mesmo de um aluguel e tudo mais que envolva manter-se apenas nos dedicando a escrever para terceiros. É exatamente o que comecei a fazer depois de escrever meu primeiro livro. Comecei a procurar por alternativas para minha escrita ser a base de minha renda. Foi aí que percebi que sem sair de casa e apenas com um computador e acesso à internet, para pesquisas e para contatar clientes, eu posso fazer acontecer o trabalho como redator.

Primeiro, me ofereci para criar um texto falando sobre o empreendimento de uma amiga que ainda não tinha conteúdo muito elaborado na internet. O texto foi super básico, aproximadamente 700 palavras para um resumo dos serviços ofertados pela empresa. Estabeleci um valor X e ela pagou o triplo, pois julgou ser baixo o quanto cobrei e acreditava que o valor dela era mais justo.

Nem preciso esclarecer que não é todo cliente que tem bom senso em relação a reconhecer o nosso trabalho ao escrever. Mas, o negócio é não ceder de forma absurda que te faça sentir explorado por um trabalho quando um contratante dá aquela chorada por baixa de preço. É a boa e velha frase “se não quer, tem quem queira”. Haverá dias de alta tanto quanto dias de baixa, haverá até semanas com resultados péssimos e desanimadores, sejamos realistas, mas também existem semanas compensadoras.

Como precificar o meu trabalho de freelancer?

A precificação padrão de um redator freelancer é de seis centavos por palavras para um iniciante, oito centavos a palavra para quem é intermediário e os profissionais da escrita cobram dez centavos a palavras. Ao primeiro momento esse valor parece baixo, mas é uma média razoável de precificação. Dependendo da necessidade de pesquisa e exigências do cliente, é sempre bom ter em mente um preço adicional. Assim tu podes sentir-se mais seguro para realizar o trabalho de maneira que não se sinta desvalorizado. Após a precificação, o lance é focar em se jogar em sites de freelancers para encontrar ofertas de trabalho de redator, procurar grupos de autônomos em redes sociais também ajuda e, se possível, ofertar produção textual para os amigos que têm microempresas e às vezes nem percebem que precisam de um redator.

Comece logo!

Ninguém disse que viver da escrita é fácil, mas também não é impossível. Foca em escrever mais e ofertar tua escrita. Não esqueça, também, de procurar e-books e vídeos com aulas de escrita, a internet tá cheia de bom material grátis. Busque relembrar diariamente a ti mesmo que és um escritor e será cada vez melhor pôr um novo trabalho no mundo e fazer dinheiro da tua escrita.

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