• Braian Avilla

Como ser um bom escritor?


Quem leu meu artigo anterior aqui no blog provavelmente ficou com uma pulga atrás da orelha e deve até ter se perguntado: “mas no que devo me formar para ser um bom escritor?” Minha resposta será simples: “em NADA”. Se não quiser uma especialização voltada para alguma área específica que te atraia, tu não precisas te dar ao trabalho de seguir o caminho longo de uma formação. Entretanto, se quiseres saber minha dica para ser um bom escritor, eu te direi: ESPECIALIZE-SE.


ENTÃO, EU NÃO PRECISO ESTUDAR?

Que alguém que quer se profissionalizar, seja para a profissão que for, deve se dedicar, isso é óbvio. Mas, deixarei tudo mais claro sobre colocação anterior, do parágrafo acima. Não há um curso técnico ou ensino superior que te forme na arte da escrita. Mesmo se formando em Letras (que estudei por três semestres, mas desisti), a pessoa estará se habilitando para ser professor e não para ser um escritor formado pelo ensino proporcionado pela universidade.

Sendo assim, quando uma pessoa decide que quer viver da escrita ela deve naufragar nas melhores fontes possíveis. Aí, me refiro a bons sites, livros conceituados e cursos online. A internet está cheia de um material rico sobre escrita e atividades de escrita. Mas é preciso filtrar esse conhecimento para adequar à tua realidade as ofertas encontradas na web. É preciso muito estudo para ser um escritor e não apenas uma pessoa que escreve. Porque pessoas que escrevem vemos aos montes fazendo o famoso textão em redes sociais. Mas o escritor cuida da conduta das palavras, aprimora seu vocabulário e dedica estudo à sua escrita.


COMO EU FIZ PARA ME SENTIR MAIS SEGURO NA ESCRITA

Meu processo de dedicação real, apesar de escrever desde 2009 para blog, iniciou-se em 2019. Por problemas pessoais eu fiquei um período "de retiro", só em casa. Isso me fez ter de ver o mundo por uma tela. O que para mim não foi um problema, pois eu via aquela tela como um universo maior do que tudo que eu já havia pensado viver.

Foi escrevendo todo o dia, o que é o básico quando se quer viver da escrita, que eu senti a necessidade de fazer diferentes exercícios de escrita para que eu não caísse numa zona de conforto e meu texto não soasse sempre mais do mesmo e ficasse parecendo raso e sem algum conhecimento mínimo estrutural.

Na época eu escrevia apenas crônicas e textos de opinião (colunas semanais para o caderno de opinião do jornal municipal foi meu primeiro passo como escritor mesmo). Mas, mesmo estando em um gênero literário visto como algo fácil e sem muito mistério, o que não discordo muito, mas um pouco rs, eu queria melhorar . A partir daí eu passei horas no Youtube e me inscrevia em cursos online em diversas plataformas. Quase sempre eu conseguia encontrar mini cursos de uma semana com uma hora diária ou aqueles mini cursos de três aulas de trinta minutos. Eu não me importava com o que viesse. Eu queria aprender e sabia que se eu não podia sair e não podia pagar, eu tinha a missão de tirar alguma lição daqueles cursos e workshops, nem que a lição fosse como não escrever ou o que não escrever.

ENTÃO EU ME SENTI UM ESCRITOR

A coisa ficou séria e fiquei quase que fixo no jornal, sendo publicado de agosto de 2019 a janeiro de 2020 e tendo saído de lá somente por sentir que estava okay com minha missão no veículo. Mas isso não preciso abordar muito. Com as crônicas publicadas no jornal eu me motivei a escrever o meu primeiro romance, o autobiográfico Todo Amor Que Nunca Te Dei, lançado aqui na Flyve com pré-venda em maio desse ano. E em dezembro de 2019 senti segurança para testar minha dedicação e lancei meu primeiro workshop de escrita criativa. Com vagas limitadas, mas alcancei 60% das vagas disponíveis.

O que quero que tu possas refletir comigo é que, na arte de escrever tu nunca será formado e nunca terás um aval de "escritor pronto", sendo classificado como alguém feito na arte literária e consagrado. Por mais prêmios que tu tenhas. E o maior fator de hoje me sentir um escritor e bater no peito dizendo que esse é meu ofício, sem medo da síndrome do impostor é porque me dediquei, e ainda me dedico, tanto que tenho segurança no meu texto. E, por mais que pareça papo de coach ou autoajuda barata, a frase "quem quer vai e faz e quem não quer inventa uma desculpa" é real e se aplica em muitos casos. Eu cansei de me inventar desculpas por anos e fiz meu caminho, que ainda não é consagrado pela crítica, mas tem me feito realizado até aqui.

E O SEGREDO?

Não há fórmula mágica para escrever e sentir-se seguro. Mas olhando pra trás, talvez o segredo é escrever e querer aprender como escrever mais e melhor. Talvez a tua chave de virada para viver da escrita seja completamente diferente. Mas, ainda assim, ela terá de passar por duas coisas que eu passei: me dedicar a escrever todo dia, saindo da zona de conforto de escrever sempre a mesma coisa sem me preocupar em aprender mais. Então, se joga na dedicação que ainda temos muito chão.


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